modesta, mas eficaz
quarta-feira, 25 de outubro de 2023
Guarda-joias
modesta, mas eficaz
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
Que horas são?
E o tempo deixa de ser a régua calibrada pela sucessão de algarismos.
Em boa verdade, aqui é sempre dia, enquanto o olhar estiver perto e desperto, consoante a perpendicularidade dos seus entrecruzares.
Horas, minutos, segundos… se os tenho, não sei.
Talvez os tenha na medida em que todos temos, enquanto persiste a ilusão de que se possui o tempo.
Amanhã haverá outro (se é que as automáticas locomotivas e seus pontuais maquinistas não fazem novamente greve…).
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
Bela flor
sábado, 28 de março de 2020
Malmequer
que eu morro...
Na cadência do tempo que nos marca
os dias sucedem-se,
ainda sem açucenas,
e sigo...
Sigo-te
e não vejo,
nem tão pouco a minha sombra
de mera coroa decepada.
Já faz frio
e eu sinto-me sem mim,
assim,
sem pétalas levadas ao vento.
Leva-me.
Não,
deixa-me!
Deixa que beije este solo
que ainda me quer.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019
A mulherzinha
é versada na arte de agradar,
aprendeu com a mãe,
entre as muitas tarefas do lar.
A mulherzinha
sabe que não é senhora de si,
mas nãosabe quem é,
para além do ser mulher de alguém.
A mulherzinha
espera e não desespera.
Abre a porta quando tocam à campainha,
pendura o sobretudo no bengaleiro
e serve uvas sem grainha,
enquanto massaja pés descalços
(menos cansados dos que os seus).
A mulherzinha
é malabarista,
palhaço,
mágico
e bicho amestrado.
A mulherzinha
é eternamente cumpridora,
apesar de não ser eterna
e de se sentir mais deformada
do que conformada.
A mulherzinha
é coisa de trazer por casa,
é o queimar das horas vagas,
semelhante a cobertor de sofá
(ou a chinelo de quarto).
A mulherzinha
Não usa batom vermelho
(nem tão pouco unha pintada),
nem vai ao cabeleireiro
disfarçar anos medidos com fios brancos de cortar.
A mulherzinha
não tem roupa de marca,
mas tem marcas na roupa e na pele,
do desgaste das horas
e do passar... a ferro e fogo!
sábado, 7 de abril de 2018
Cumulonimbus
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Elogio fúnebre a um gato
Gato negro,
gatos pardos,
fúria fora, ergo
mal parados.
A noite caiu.
Ali permaneceu imóvel,
intocável e ressoante.
Perdida, contemplada por
aqueles que apressados passam.
Voluptuosamente esgueira-se
arrasta-se num todo,
o céu,
deixando-o coberto pelo negro.
Breu infinito e reluzente,
conquistador e transparente.
Mal,
com um pequeno toque de atonalidade.
Gato negro,
gatos pardos,
fúria fora, ergo
mal parados.
Uma dissonância surge,
revela-se de rompante,
Sorri de repente
A fera... Ruge
A vida urge?
As flores tão lindas
nos parapeitos das luzernas.
O verdume do ribeiro,
que faz esquina
com várias tavernas.
É de certo a algazarra tomada
por tão efémera geada.
Por manto fino e doce
de elevada tese.
Gato negro,
gatos pardos,
fúria fora, ergo
mal parados.
Escuro,
observa erguido
a mal feitoria dos bem feitores,
a intimidade de cantores.
Por ali se estendeu.
esquecer-se de viver
e num ápice
sábado, 19 de julho de 2014
Espasmo hipnico
Hoje senti uma dor,
latejava por dentro...
E a lembraça de uma recordação aflorou os sentidos,
entorpecendo as acções.
Era como quem revê,
como quem quase esquece,
como se ao adormecer um abismo de fronte se deparasse
e um súbito estremecer nos separasse da queda.
Ardia,
queimava
e fulminava...
segunda-feira, 31 de março de 2014
O Nada!
a calma que reconforta
o interior e a alma temida e julgada morta.
O nascer de um sentimento.
O crescer de sensações que transbordam persistentes,
curiosamente eloquentes.
É por dentro!
Sem dúvida que é por dentro que o ser se rói e se curva
obediente, impotente, mas tão duramente presente.
Apesar de tido como submisso,
apesar de não reclamar um lugar,
ali está! Firme, hirto,
qual cadáver enregelado!
São ondas quentes,
são chamas geladas,
ideias transparentes
em ventres cerebrais criadas.
Em cada dedo,
o carvão suave que se submete à escrita
e se arrasta, se desgasta numa cinzenta pasta
de linhas, folhas e gotas de pensamento.
A beleza é efémera!
O agrado não subsiste,
após a satisfação triste
do desejo já ausente.
Ah!… Quimera!
Acabou a consciência racional.
Cessou a dura luta na jornada vital.
Romperam os rios humanos de lava sanguínea
canalizando-se para uma só prioridade: Fluir!…
O fim e o início encontram-se.
Beijam-se fugazmente, sofregamente, de repente.
E depois que a história sucumbiu,
e antes que o tempo surja,
o ponto de perfeição ansiado:
- O escuro…
- O silêncio…
- O Nada!
VI
terça-feira, 11 de março de 2014
A poesia
A poesia surge quando se faz silêncio
e uma luz ténue ilumina os contornos do que é importante,
no meio da penumbra...
À luz da vela
Deixa-me olhar-te enquanto dormes.
Por um instante ainda aqui estou
E a vela arde a sua derradeira luz,
Envolvendo-nos numa luz crepuscular.
O mar ecoa, distante,
Fazendo-se ouvir na quietude da noite
E a tua brisa, um sopro,
Ondula uma madeixa do meu cabelo.
Do teu olhar não há rasto,
Sob a beleza das tuas pestanas,
Vais na maré, já alta,
E eu estou em terra,
sinto grãos de areia
Que me toldam a visão.
A viagem está marcada,
A partida não tarda em chegar,
Então a luz apaga-se...
Não vês, não vejo,
Mas sei-nos aqui ancorados,
Enquanto os nossos sonhos andam à deriva,
Por uma noite ou uma eternidade.
Boa noite, meu amor,
Até amanhã...
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Pausa
perplexidade, reacção,
Incremento, modelagem,
revolta, criação!
Os dedos cospem
o íntimo rejeita,
moem, distorcem,
e da purga, a obra é feita.
A voz que não era ouvida,
fala sem dizer
e do discurso desordenado
a ordem brota sem o perceber.
Tinta, gralha,
breu e fél,
das entranhas esconjuradas
arde a doçura do mel.
E no silêncio que anunciava o fim,
já não se finda o que era calado,
pausa, delonga, ou nada,
o recomeço! (atrasado?)
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Alma
Eu digo que é cinzenta
Que é bassa,
Que é áspera,
Que fere,
Que se mantém firme, a medo,
Que é fel!
Podia, ao menos, esquivar-se
Deixar-se imobilizar,
Consumir-se,
Extinguir-se,
Sumir-se e deixar-se ficar,
Sabe-se lá onde
Em que paragens,
Em que paisagens,
Em que tédio envolvente,
Dominante,
Constante...
Se se mantivesse ao menos
distante,
Perdida,
Fugida...
Se não voltasse,
Não regressasse nunca mais,
Deixando somente um rasto
Que com o tempo de esbaterá...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O que é preciso fazer?

Por favor... cativa-me!
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu delicadamente o principezinho, que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui, disse a voz, sob a macieira.
- Quem és tu? perguntou o principezinho. És bem linda...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, disse o principezinho. Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Mas, depois de ter reflectido, acrescentou:
- O que quer dizer 'cativar'? [...]
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa 'criar laços...'.
- Criar laços?
- Isso mesmo, disse a raposa. Para mim não passas ainda de um rapazinho muito parecido com cem mil rapazinhos. E não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti sou apenas uma raposa semelhante a cem mil raposas. Mas, se me cativares, teremos necessidade um do outro. Para mim serás único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...[...] A minha vida é monótona. [...] Mas se me cativares a minha vida ficará como que iluminada pelo sol. Conhecerei um ruído de passos que será diferente de todos os outros. Os outros passos fazem-me meter debaixo da terra. Os teus, chamar-me-ão para fora da toca como uma música.
A raposa calou-se e olhou muito tempo o principezinho.
- Por favor... cativa-me! disse ela."

sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Folhas brancas
folhas virgens,
que risco com o meu pensar,
como é a dor que sentis
com este meu dilacerar?
O pensamento é sublime,
a escrita é banal
e eu na minha humana arrogância
subjugo o etéreo ao material.
E eu faço e acontecem,
submetidos à minha força carnal,
ragos de vontades,
mentiras, verdades,
verbos, adjectivos,
desejos, imperativos
que te percorrem
e transcorrem sem parar.
Depois do acto consumado
pouco, ou nada, resta por tocar
e quem te olha, já não te vê.
Só resta a mácula,
o branco sujo pela mão
e o poema ainda quente
que te esventrou sem perdão.
A noite diz...
que murmúrios calou em si,
mas é em surdina feita a sua resposta,
com o maior silêncio que conheci.
E quanto mais pergunto, mais se cerra,
ferida, por eu o cortar,
cada tentativa é uma investida,
calo-me, arrependida por falar.
Estranha é a nocturna linguagem.
Na escuridão, com imponência,
sem quês, nem porquês,
tudo se vislumbra como numa miragem
e o nada aproxima-se de vez.
Agora temo a noite,
ensurdeceu-me porque o quis
e eu grito, mas já não me oiço:
"A noite diz..."
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Ainda é Verão
que algo se parte a cada adeus.
Nos teus olhos
antecipo a distância dos meus.
Nesse espelho
vejo que não goteja
porque ainda é Verão
e não antecipo o Inverno
que gelará o lago primaveril.
Não partas no Inverno,
meu amor!
Sem o calor dos teus braços
os nossos corações tornar-se-ão estátuas
e as estátuas não são como nós,
são frágeis,
frias,
imóveis
e partem-se a cada partida.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Partida
E já ardia a ausência.
Matizes em tom de saudade
Contorcendo-se,
Adensando-se numa espiral confusa,
Num movimento concêntrico.
E a distância como que aumentava
A cada círculo completo
No espartilho do tempo.
E a angústia da espera
Já não advinha da dor,
Mas sim da urgência do reencontro.
Então,
Nesse momento,
Dir-te-ei sem palavras
(como sempre o faço)
Que não é um pêndulo
Que rege o meu dia,
São outras batidas
E silêncios feitos poesia.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O que não te disse...
ainda tão estranhos aos meus,
e no fugaz momento em que se encontraram,
no escasso instante que um arrepio me percorreu,
tive vontade de...
tocar-te.
Sem luxúria,
sem sentimento de posse,
somente tocar-te
para ter a certeza que eras real,
afagar-te a face.
Mas não o fiz
e continuo na dúvida...
segunda-feira, 30 de maio de 2011
V
Independentemente da ansiedade que esta relação implica (superior à relação presente-passado) ambas relações possuem em comum o seu determinismo e a aceitação, mais ou menos pacífica, por via da univocidade.
sábado, 28 de maio de 2011
Ruído
Vibrava,
ressoava
como um arrepio.
Sem aviso,
sem permissão
e sem pudor,
entrava...
Aos poucos instalara-se
e derivava,
oscilando em rectas perturbadas.
Privado de direcção,
estendeu-se.
Rodopiou numa espiral,
contorcendo-se,
e eclipsou-se.
Subitamente,
a ausência de som,
a calma,
e não contagiavam:
dilaceravam!
Tentei gritar,
calei.
Tentei falar,
falhei.
Só silêncio,
o perturbador silêncio...
E o ruído?
O ensurdecedor ruído?
Findou...
Engoli-o!

segunda-feira, 23 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
sob a voz silenciada.
Na distância dormente
a dúvida brota dissonante,
por entre murmúrios imperceptíveis
e sombras que se adensam,
demasiado tangíveis.
Em que monólogos
ganha forma a incerteza?
E o abandonado corpo sinuoso,
imbuído pela cadência do sono,
sugere longíquas paisagens,
tecidas com fios dourados.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
IV
A luz entrava pelas portadas entreabertas, como que buscando um alvo, uma pálpebra, talvez, distraída pela candura do sono. No entanto, foi um olhar que atingiu, desperto, disperso, e que subitamente incitado a focou de volta. Pequenas partículas dançavam na diagonal que trespassava o quarto e reluziam, fugazmente, para acabarem por emergir, de novo, na envolvência negra. Era aquilo a felicidade, uma brecha momentânea na escuridão, captada num relance.
Um arrepio percorreu-lhe o corpo, distraindo-a do estado de contemplação em que a luz a mergulhara. Somente o fervilhar, sob a forma de calor, e um suspiro súbito denunciavam outra presença sobre os lençóis. Não era uma ilusão, trazida pelos subterfúgios enganadores do sono, nem um anseio expectável, por algo que ainda não tinha sido. Aquele era o presente, o agora que anulava o nunca.
Numa tentativa de gravar corporeamente o momento percorreu primeiro os lábios, depois o recorte curvilíneo do pescoço e deteve-se no peito, onde se tornava evidente que o ritmo da vida era diverso do da noite anterior. O enlevo impetuoso tinha dado lugar a um ostinato grave e regular, menos sincronizado com o seu. A volúpia refreara e a respiração tornava-se quase imperceptível.
Do meio do silêncio um abraço envolveu-a e selou o que viria a ser a recordação daquele instante.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
III
Lá fora calavam-se as últimas aves nocturnas e remexiam-se as primeiras da manhã, mas a fixação em si própria não lhe permitia desfrutar da envolvência.
A custo apoiou-se na cadeira, como uma criança que depois de um tombo se segura às pernas da mãe, e ergueu-se. Afinal a sua cabeça talvez tivesse algum tipo de conteúdo, uma vez que agora sentia-o; e devia assemelhar-se ao chumbo, pois eram quilos, toneladas, que teimavam em mantê-la na horizontal.
Pensamentos desconexos formavam-se na orla do seu consciente. Pediam que os soltasse, ou que, pelo menos, os tentasse balbuciar, mas quando o silêncio se instala é quase impossível quebrá-lo.
"La mer, la fin... le féminin..."
E o discurso transcorria primeiro em gotas, depois em torrentes que se adensavam e jorravam pela face, como que inanimada.
Subitamente, a sua atenção foi de novo direccionada para o exterior. Começara a chover e os beirais multiplicavam o coro de gotas (outras!), vindas algures do céu. Que afinidade sentiu, quase sob a forma de consolo... Curiosamente o que as distinguia das suas era tão somente a ausência de sal e sentiu-se menos só, pela amplificação que a chuva repentina lhe proporcionava.
Qual teria sido o percurso que a trouxera ali? Que consequências? Que acasos?... Que desígnios haviam congeminado?
Nada, nenhuns..
Um conjunto de escolhas que agora a cercavam e a ameaçavam estrangular, a qualquer momento.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
I
De um só trago transferiu o acre do exterior para o seu interior, na esperança que o peso se esvaísse.
Haveriam de passar alguns momentos, calados por outros tragos subsequentes. Mas… esses já lhe fugiam, como tudo o resto, ou pelo menos assim esperava.
A fluidez, não só do que sorvia, mas de todo o invólucro que a circunscrevia, era o estado que ambicionava: tudo deslizando de um orifício para outro… em espiral… em queda livre, sem retorno…
Dos dedos, a dormência. Da cabeça, o vazio. Da língua… que língua! E no entanto estava em silêncio, tal como todas as suas vivências e memórias.
A sua pele é vermelha escarlate e grita em surdina. Forças internas, anteriores à sua existência, transcorrem sufocando a razão e gemem ordens e desordens, pulsares e latejares, desejos, desvios… “Going down, going down now, going down, down, down…”, ouve ao longe…
Então todo o cenário escurece.
Na penumbra os vultos não tangíveis são mais apetecíveis…
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Ssss...
Sem...
Ssss...
Se...
Ssss...
Sons sibilantes
Surgiram
Sentia-os...
...
Sucumbiram
sob a força esmagadora
de toda a existência que domina...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Teus passos têm o peso do tempo,
tuas mãos a incerteza da solidão
e no brilho mortiço dos teus olhos lê-se a dor do abandono.
Para onde vais de asas cortadas e não feridas?
O movimento deixou de ter relação com o futuro.
Agora tudo é presente,
um presente repetido na cadências dos dias.
Das horas sentes o pulsar da ausência,
dos minutos, a vontade de nada
e os segundos, esses fogem-te...
"Que fujam para longe e não tardem!"
Gritaste e eu ouvi,
ouvi porque não me disseste...
Então chorei as lágrimas que não tinhas,
o cansaço teu companheiro,
e virei as costas,
por chorar o que não tinha direito.
sábado, 27 de março de 2010
Borboleta
Mas não voou...
O vento embalando
auspícios de uma primavera tardia
e não se largava,
como outrora.
As asas já não eram suas,
emprestou-as ao acaso,
esse acaso que dá forma.
Abandonando-se,
num derradeiro momento de vontade,
ficou ali,
animada por outra energia que não a sua,
imóvel,
como tudo o que viveu.
Ali estava,
ou esteve,
num rápido piscar de olhos.
domingo, 7 de março de 2010
E...
que cansados foram os dias,
nos braços de alguém repousas
e em gestos carinhosos te desvaneces.
Resta sofrer...
Resta-me doer
o peito,
a alma,
a razão que se ultrapassou em vestes de loucura,
em quedas de meia lua,
Pois estás,
Sei que estás,
Com essa amada tua.